
7 em cada 10 pessoas preferem um concerto ao sexo De acordo com um novo inquérito da LIVenation
Sete em cada dez pessoas preferem passar uma noite num concerto do que fazer sexo. É o que emerge do novo relatório Live Nation, Living For Live, que, depois de entrevistar mais de 40.000 pessoas, confirma que a música ao vivo tornou-se a forma de entretenimento mais desejada a nível mundial. Não só ultrapassa o desporto e o cinema, como até empurra o sexo para fora do pódio das “coisas que fazem as pessoas felizes”. Pela primeira vez, porém, não se trata apenas da Geração Z, que já não está a fazer sexo de qualquer maneira, então os concertos são tudo o que resta, mas a amostra incluiu os entrevistados com idades compreendidas entre os 18 e os 54 anos.
Embora possa soar como uma afirmação ousada, nos últimos anos os concertos têm encontrado nova vida, talvez também por causa do tempo perdido durante a pandemia. Como explica o relatório, os concertos continuam a ser um dos poucos espaços físicos que restam para sentir um forte sentido de comunidade, um lugar onde ainda é possível desligar-se do mundo exterior durante algumas horas e conectar-se com milhares de pessoas ao mesmo tempo. Basta pensar em quantas turnés dominaram as conversas nos últimos meses, desde a Era Tour de Taylor Swift até a Cowboy Carter Tour de Beyoncé e a enorme reunião do Oasis.
Os concertos tornaram-se um luxo para poucos
Concert ticket prices kinda getting out of hand like in a way that’s not funny pic.twitter.com/siWVkl298N
— HOOD VOGUE is tired of poverty (@keyon) November 22, 2024
Há, no entanto, outro lado a considerar. Enquanto a música ao vivo está mais presente e mais visível do que nunca, nunca foi tão cara. Conforme noticiado pelo Guardian, o preço médio dos bilhetes em 2023 subiu 23,3%, atingindo 130.81 dólares. Este valor é quase dez vezes o atual salário mínimo por hora no Reino Unido.
Nos últimos anos assistir a um concerto tornou-se também quase um desporto competitivo, especialmente quando se trata de garantir o bilhete que deseja. Os recintos estão a aumentar, a procura está a aumentar, mas o acesso não está a manter o mesmo ritmo. Segundo a Live Nation, os estádios este ano registaram números triplicados, e o mesmo vale para os festivais. Conseguir um bilhete agora requer estratégia, reflexos rápidos e um orçamento que nem todos possam sustentar. Por exemplo, alguns bilhetes para a edição Primavera Sound 2026 já estão esgotados mesmo que custem mais de 300 euros.
Concertos como antídoto para a inteligência artificial?
Entre os insights mais interessantes da pesquisa Live Nation está o desejo expresso pelos entrevistados de preferir experiências reais às algorítmicas. À medida que a tecnologia continua a permear todas as ações diárias, especialmente com o surgimento da inteligência artificial, a necessidade de algo que não possa ser replicado por um algoritmo é mais forte do que nunca. Segundo o relatório, a esmagadora maioria dos fãs deixa um programa num estado de pico emocional que nenhuma experiência digital pode imitar, uma espécie de lançamento coletivo que parece funcionar como um antídoto para a padronização tecnológica.
Quase todos os inquiridos dizem que preferem a imprevisibilidade das experiências reais a simulações algorítmicas com curadoria, e a maioria diz querer investir o seu dinheiro em momentos para viver, não em objetos físicos. E, no entanto, existem várias semelhanças entre um concerto e uma noite de paixão, como assinala Elle Hunt no Guardian. Ainda assim, quando confrontado com a escolha entre reviver um concerto de sonho e algumas horas de sexo, mesmo a pessoa que escrevia isto voltaria sem hesitar ao espetáculo de Tyler, The Creator.
Takeaways
— Live Nation revela que sete em cada dez pessoas preferem ir a um concerto do que fazer sexo. A música ao vivo é agora mais do que o cinema, o desporto e quase qualquer outra forma de entretenimento.
— Ao mesmo tempo, os concertos tornaram-se um luxo. O preço médio dos bilhetes atingiu quase dez vezes o salário mínimo do Reino Unido, transformando o que antes era uma experiência popular em algo cada vez mais seletivo.
— Em meio à ascensão da inteligência artificial, os concertos são vistos como um dos últimos lugares onde as pessoas podem sentir uma emoção real. A maioria dos fãs diz que nenhuma experiência digital corresponde ao alto emocional de um espetáculo ao vivo.













































