
A Geração Z lidera o boom dos relógios vintage Quem é o SmartWatch?
Quem teria pensado há alguns anos que a geração criada com um smartphone na mão seria a primeira a reviver relógios antigos? Nem os SmartWatches conseguiram desviar a atenção da Geração Z dos relógios de luxo usados, talvez porque o mesmo computador minúsculo que eles seguram 24 horas por dia, 7 dias por semana, os tenha introduzido ao fascínio encantador de modelos como o Rolex Daytona ou o Cartier Crash. De acordo com um estudo recente da Watchfinder, os consumidores nascidos entre o final dos anos 1990 e início dos anos 2000 estão a mostrar um interesse genuíno em relógios de luxo vintage e usados, criando comunidades vibrantes de entusiastas com menos de 30 anos. De resto, um inquérito da YouGov e da Chrono24 apurou que enquanto 11% dos inquiridos de todas as idades manifestaram interesse em comprar um relógio de luxo no espaço de um ano, a percentagem subiu para 20% entre os jovens entre os 18 e os 24 anos. Por enquanto, o único fator que impede a paixão da Geração Z por relógios vintage de se tornar uma tendência estabelecida são — obviamente — os custos.
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Paradoxalmente, o renascimento de relógios antigos deve muito à internet e às redes sociais. É precisamente nos pequenos ecrãs que apareceram pela primeira vez perante os olhos da Geração Z, desde séries de televisão como Mad Men a celebridades que partilham as suas compras online. Exemplos bem conhecidos incluem o rapper Tyler, The Creator e a sua coleção Cartier Crash, Drake com os seus 143 Rolexes, ou Travis Scott, Jay-Z, Rihanna, Hailey Bieber, e ícones do estilo do século XX como Lady Diana e Carolyn Bessette Kennedy. Uma vez que o preço de um relógio de luxo novo ou vintage pode ser demasiado proibitivo para alguém com menos de 30 anos que está a começar a ganhar, os compradores mais jovens estão a recorrer ao mercado de usados. Numa entrevista ao Financial Times, o gestor da Watchfinder no Reino Unido, Ben Staniforth, estimou que cerca de 80% dos compradores da Geração Z compram o seu primeiro relógio a revendedores de segunda mão.
O aumento do interesse por relógios de luxo entre os jovens está a beneficiar o setor suíço, que até recentemente não estava a correr bem: em fevereiro de 2024, após dois anos de crescimento constante, as exportações tinham diminuído 3,8% face ao ano anterior. Mesmo na China, onde a alta joalheria europeia costuma ter muito sucesso, o interesse dos consumidores nos metais preciosos mediterrânicos diminuiu este ano, impactado pela crise do luxo do país e pelo fenómeno resultante localmente conhecido como “vergonha do luxo”. Além da paixão da Western Gen Z pelos relógios “Tyler” ou “Drake style”, os Millennials também estão a contribuir para o renascimento do setor com os relógios de noivado, uma tendência que alavanca a utilidade e o valor dos relógios como itens de investimento. Em suma, apesar de toda a inovação trazida por ferramentas como a IA e dispositivos “inteligentes”, as novas gerações ainda podem apreciar o charme da inteligência analógica.












































