Compreender a ascensão dos influencers Que se tornaram tão populares que as autoridades financeiras decidiram regulá-los

Nos espaços online, uma categoria específica de criador de conteúdos está a ganhar terreno: os chamados finfluencers, que falam em investimentos financeiros e promovem investimentos específicos. Estes influenciadores gozam de um público cada vez maior e jovem, ao ponto de terem, de alguma forma, forçado as autoridades financeiras a regular o seu trabalho.

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As organizações responsáveis pela supervisão do mercado — como os bancos centrais e as instituições de crédito — começaram a emitir recomendações dirigidas a quem presta aconselhamento de investimento online, marcando uma mudança significativa na sua abordagem. No passado, as autoridades concentraram-se principalmente em alertar o público sobre os riscos associados ao seguimento dos conselhos dos influenciadores, muitas vezes ligados a possíveis fraudes ou avaliações grosseiras; agora, em vez disso, estão a tentar comunicar diretamente com os criadores de conteúdo envolvidos.

Porque é que as autoridades querem regular os fluenciadores

Tal como acontece com os influenciadores tradicionais, os finfluencers também rentabilizam através da promoção e patrocínio de produtos específicos — neste caso, relacionados com o setor do investimento. Não é incomum encontrarmos criadores que operam online de formas controversas (muitas vezes ironicamente referidos como “fuffa gurus”), explorando um público que é frequentemente incapaz de julgar a qualidade e fiabilidade do conteúdo financeiro proposto de forma a obter ganho financeiro. No entanto, esta categoria de influenciadores inclui também figuras que ajudam genuinamente a disseminar a educação financeira — mesmo em países (como a Itália, por exemplo) onde o nível médio de literacia sobre estes temas é bastante limitado.

O objetivo das autoridades financeiras que procuram regular os influenciadores é enquadrar e disciplinar a sua atividade, clarificando como devem operar no cumprimento da lei. Não se trata de obrigações juridicamente vinculativas, mas de orientações muito rígidas destinadas a distinguir esta actividade da dos consultores financeiros tradicionais. Este último, aliás, só pode praticar depois de passar num exame de qualificação e estar registado no registo profissional relevante, ao contrário dos finfluencers.

Fim das promessas de investimento enganosas

O conteúdo sobre enriquecer rapidamente, muito comum entre os finfluencers, está no centro dos novos regulamentos. O problema é que a publicidade dos finfluencers empurra o público a tomar decisões impulsivas e mal informadas, alavancando promessas de retornos elevados. Lucros rápidos e substanciais estão inevitavelmente associados a riscos financeiros igualmente elevados — algo que os influenciadores muitas vezes não conseguem apontar. Se o conteúdo for considerado enganoso, os finfluencers podem agora ser responsabilizados pelos danos sofridos pelos investidores.

Além disso, como os influenciadores tradicionais, os finfluencers agora também são obrigados a divulgar de forma transparente qualquer compensação recebida pela promoção de produtos financeiros, usando tags como adv. Devem também especificar se investiram pessoalmente nos instrumentos que apresentam, permitindo ao público avaliar adequadamente os conflitos de interesses.

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