Vinted tem grandes planos para o futuro Tudo isso vai mudar para o jovem império de segunda mão

Há algumas semanas, informámos que a Vinted, uma plataforma online de revenda de artigos em segunda mão, estava avaliada em 5 mil milhões de euros e visa a expansão global. O aumento das vendas in-app permitiu à empresa lituana crescer rapidamente nos últimos anos, superando os resultados de outros gigantes da revenda online como eBay e Zalando: enquanto nos últimos meses estas duas empresas têm reportado aumentos de receita estáveis mas modestos (3% e 5% respetivamente para o último trimestre), a Vinted alcançou picos de vendas significativamente mais elevados, atingindo 61% no segundo trimestre do ano. Com o lançamento de novos serviços, como a certificação de artigos de marca e a venda de eletrónica e videojogos, a empresa prepara-se para uma maior expansão. Ontem, durante um evento em Milão sobre o serviço de verificação da app, a diretora sénior de luxo da Vinted, Cecile Wickmann, comentou a possibilidade de uma estreia na bolsa. “Quanto ao financiamento futuro, o IPO é uma das várias opções para continuar a apoiar este progresso. É muito cedo para dizer qual o caminho que vamos escolher neste momento”, disse Wickmann à MF Fashion. A empresa, num segundo momento, esclareceu que não há qualquer intenção de pensar num IPO neste momento.

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O serviço de verificação foi lançado no ano passado pela Vinted para potenciar a experiência de compra de artigos de luxo na plataforma. Por uma taxa adicional, a autenticação está disponível para malas, sapatos, acessórios, jóias ou relógios com valor superior a €100. Uma equipa de especialistas verifica se o produto é genuinamente autêntico, adicionando um crachá de verificação ao artigo antes de ser enviado ao comprador. O sucesso da Vinted ao longo do ano passado demonstra ainda o quão fragmentada a indústria da moda está atualmente: por um lado, há o sucesso de gigantes da moda ultrarrápida como a Inditex e a Shein (que registaram um aumento de 68% nas receitas em 2023, especialmente na Europa), e por outro, um crescente interesse dos consumidores no vintage, levando à expansão de empresas como a Vinted; de um lado estão as perdas significativas de grandes grupos de luxo como a Kering e LVMH, e por outro, a dominância de mercado de grandes mas locais empresas como a Prada e a Brunello Cucinelli. Resta saber se o primeiro a estrear-se em bolsa será o Vinted ou o Shein, que entretanto se prepara para Londres.

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