Michael Rider é o novo diretor artístico da Celine As fofocas eram verdadeiras

Os rumores estão confirmados: Hedi Slimane vai deixar Celine. Depois de sete anos a liderar a marca e de um completo reposicionamento da mesma, o designer cult que popularizou o skinny jeans e reviveu a tendência Indie Sleaze está a deixar a marca na sequência de rumores de fricção com a gestão de topo da LVMH. Entretanto, a marca anunciou Michael Rider como o novo diretor artístico, sucedendo a Hedi Slimane. Rider vai começar o seu papel no início de 2025, marcando um retorno significativo para o designer americano à casa francesa. Rider já tem uma ligação profunda com a Celine, tendo ocupado o cargo de diretor de design ready-to-wear de 2008 a 2018, durante a era Phoebe Philo. Com formação académica na Brown University, Rider também trabalhou como designer sénior para a Balenciaga de 2004 a 2008. Mais recentemente, foi diretor criativo da Polo Ralph Lauren, mas regressa agora à Celine num momento-chave para a marca. A decisão da LVMH de confiar à Rider o futuro da Celine reflete o desejo do grupo de capitalizar o sucesso atual da marca, mantendo o rumo traçado por Slimane. Sob a sua liderança, Celine também explodiu comercialmente. Em 2018, Bernard Arnault estabeleceu o objetivo de atingir um volume de negócios de 2-3 mil milhões de euros dentro de cinco anos. Graças à introdução das coleções de fragrâncias em 2019 e ao lançamento da maquilhagem, as vendas ultrapassaram os 2,6 mil milhões de euros em 2023, fazendo da Celine uma das marcas de moda mais importantes da LVMH, depois da Louis Vuitton e da Dior.

O futuro de Slimane permanece incerto, embora haja especulações sobre a sua possível chegada como novo diretor criativo da Chanel, já que a marca está atualmente à procura de uma nova liderança. Durante a Paris Fashion Week, Slimane apresentou outro filme para a coleção feminina SS25 intitulado Un Été Français, alimentando especulações sobre um possível futuro na Chanel, que atualmente procura um novo diretor criativo, embora não esteja claro se a coleção foi uma espécie de “audição” ou um soco sutil na marca, do qual há rumores de ter sido rejeitado devido a questões de controlo criativo. A sua saída da Celine marca o fim de uma era para a marca, que agora (estamos prontos para apostar nela) não vai sofrer uma reinvenção radical mas sim crescer a partir da lousa em branco que Slimane criou, eliminando a estética inesquecível mas nicho de Phoebe Philo. Resta saber qual será o próximo passo de Slimane, mas o mundo da moda está a observar de perto o futuro de um dos designers mais influentes e controversos do nosso tempo.

 

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