O que vem a seguir para a música em 2025? Os álbuns de alta qualidade estão a chegar, mas não vai ser um ano fácil

Apesar de ser apenas janeiro, 2025 está a moldar-se para ser um ano de transição para a indústria da música, particularmente no setor de eventos ao vivo, que está a lutar cada vez mais. Ao mesmo tempo, vários álbuns previstos para serem lançados nos próximos 12 meses têm chamado a atenção da crítica e poderão marcar uma viragem definitiva para vários artistas. Será interessante ver como a cena musical continua a evoluir e se, como se temia, serão redefinidas as relações entre os diferentes atores (artistas, audiências, ouvintes, profissionais da indústria, etc.) que moldam este campo.

Os Melhores Álbuns de 2025

Entre os álbuns mais esperados do ano está o Eusexua by FKA Twigs (lançado a 24 de janeiro), graças aos seus singles, que conquistaram ouvintes com os requintados sons avant-pop da cantora britânica. A sua actuação no Primavera Sound está também entre as mais esperadas, perdendo apenas para a de Charli XCX. Na última sexta-feira de janeiro, o The Weeknd vai lançar o seu sexto álbum de estúdio (e possivelmente o seu último com este nome artístico), Hurry Up Tomorrow, depois de adiar o seu lançamento devido aos incêndios florestais de Los Angeles. Esta produção marca o regresso de uma das estrelas pop mais apreciadas dos últimos anos, capaz de conquistar tanto o público como a crítica. Algumas semanas depois, no dia 28 de fevereiro, será lançado Nothing, o novo álbum do projeto Darkside de Nicolas Jaar. Esta semana, Lady Gaga anunciou que o seu novo álbum, Mayhem, será lançado a 7 de março. Entretanto, o dia 21 de maio marca o lançamento do décimo álbum de Lana Del Rey, The Right Person Well Stay. Estes cinco títulos são os principais álbuns do primeiro semestre de 2025, para os quais está disponível informação confirmada. No entanto, é provável que outros sejam lançados inesperadamente — uma tendência cada vez mais apreciada pelos artistas. Por exemplo, depois do sucesso da Motomami, antecipa-se algo novo de Rosalía. E Taylor Swift? Os observadores concordam que a cantora norte-americana não vai parar a sua produção em 2025: alguns esperam um novo single, mas a grande maioria dos Swifties aguarda ansiosamente o lançamento de reputação (Taylor's Version), já que a artista só tem até meados do ano para alavancar os direitos de autor. Há também A$AP Rocky, que prometeu um álbum rico com colaborações de prestígio: Don't Be Dumb, um disco que — se confirmado — poderá tornar-se um dos lançamentos mais significativos de 2025. Ao mesmo tempo, o destino do rapper nova-iorquino será decidido nas próximas semanas devido a um julgamento legal que poderá custar-lhe 24 anos de prisão. Os críticos também esperam novos materiais de Erykah Badu, LCD Soundsystem, Pulp, The XX e Massive Attack, que farão uma turnê pela Itália neste verão (parando em Milão, Ferrara e Gorizia) e supostamente têm um álbum pronto para lançamento, atualmente retido por questões contratuais.

O que o ano reserva para os organizadores de concertos

@nssgclub Ieri sera siamo stati all’unica tappa italiana degli Ateez a Milano. Dopo 6 anni il gruppo è tornato ad esibirsi in Italia e l’energia degli Atiny si è percepita in tutto il forum, performando dalle loro prime hit come “Wonderland” fino all’ultimissimo comeback “Work”. C’eravate anche voi? Ditecelo nei commenti. #ateezconcert #ateezfyp #ateez #atiny #towardsthelighttour #ateezmilano #ateezatiny #ateezinmilan suono originale - nssgclub

O ano de 2025 poderá marcar uma viragem no setor da música ao vivo: tal como noticia o Guardian, o anúncio antecipado dos concertos tornou-se uma tendência cada vez mais comum que visa maximizar a venda de bilhetes. Por exemplo, o Primavera Sound revelou este ano a sua programação em outubro em vez de janeiro. Além disso, em comparação com o passado, existem relativamente poucos headliners capazes de atrair grandes multidões, o que está a aplanar a programação dos grandes festivais internacionais e a alargar o fosso entre eventos de média e grande escala. O aumento dos custos de produção, impulsionado pela inflação, está a tornar a organização de concertos cada vez mais desafiadora, com os preços dinâmicos dos bilhetes — onde os custos aumentam com a procura — a tornar-se mais comum, tal como na indústria aérea. Isso não é bom para a indústria da música, e as consequências são claras: no Reino Unido, um país com uma cultura de festival particularmente forte, mais de 70 eventos musicais foram cancelados no ano passado. Até a cena dos clubes de Berlim está a sentir o impacto — recentemente, por exemplo, o famoso Watergate fechou. O setor da música vai resistir a estas convulsões, ou 2025 representará um “antes” e um “depois” para este campo?

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