
Agora os bilionários estão a ter abrigos de neve construídos para si próprios Tudo o que há para saber sobre “salas de neve”, a nova tendência dos ultra-ricos
Em algumas partes do mundo, ondas de calor cada vez mais intensas parecem estar a influenciar o setor das casas de luxo. Neste contexto, conforme noticiado pelo New York Times, está a emergir uma tendência curiosa: a criação de espaços interiores pensados para simular o inverno. Estes não são simplesmente quartos climatizados, mas ambientes concebidos para recriar as condições de inverno mesmo no auge do verão.
Estes espaços, vulgarmente conhecidos como “salas de neve”, são essencialmente o oposto das saunas tradicionais. Especificamente, a temperatura dentro destas salas é intencionalmente mantida muito baixa para reter o frio.
A nova obsessão dos ultra-ricos: salas de neve
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Mas o objectivo das salas de neve não é apenas proporcionar alívio do calor. Em algumas das residências mais exclusivas do mundo, como Antilia em Mumbai — considerada uma das casas particulares mais luxuosas do planeta — ou a bordo de super-iates como o Serene, um dos maiores já construídos, estes espaços tornaram-se um verdadeiro símbolo de estatuto.
Esta evolução reflete uma mudança mais ampla no próprio conceito de luxo. Para muitos bilionários, já não é suficiente impressionar os hóspedes com comodidades de entretenimento exclusivas, como cinemas caseiros privados. Em vez disso, o foco mudou para experiências centradas no bem-estar e cuidados pessoais. As salas de neve encaixam-se perfeitamente nesta tendência como a mais recente inovação adotada pelos ultra-ricos na sua busca para retardar o processo de envelhecimento e retardar a morte.
Mais amplamente, os tratamentos destinados a aumentar as hipóteses de viver mais — como a “terapia do frio” — raramente são apoiados por evidências científicas. No entanto, o facto de instalar salas de neve em casas particulares ser — como se poderia esperar — extremamente caro só contribuiu para a sua popularidade entre os muito ricos.
As salas de neve são realmente benéficas?
No setor residencial de ultra-luxo, as salas de neve são comercializadas como espaços capazes de “tonificar” o corpo e apoiar a saúde geral. No entanto, a ideia de que as baixas temperaturas podem estimular o corpo e a mente não é apoiada por evidências científicas. A investigação disponível sugere que os efeitos positivos da exposição ao frio no corpo são mais limitados e menos certos do que é frequentemente implicado pela crença popular.
A exposição ao frio tem sido praticada há séculos em muitas culturas e, por esta razão, tem sido objeto de investigação científica há muito tempo. Até agora, porém, os estudos não conseguiram fornecer provas convincentes de benefícios significativos para a saúde, e os efeitos do frio no sistema imunitário continuam a ser mal compreendidos.













































