
Os Arnaults passam a deter mais de 50% da LVMH Mas não comparem a família francesa aos protagonistas da Sucessão
Aproveitando uma desaceleração momentânea do mercado, a família Arnault comprou ações adicionais da LVMH Moët Hennessy Louis Vuitton, o maior grupo de luxo do mundo. Agora detêm mais de 50% da empresa, que por sua vez detém Maisons como a Dior, Tiffany & Co., Fendi, Celine, Bulgari, e muitas outras (num total de 75 marcas). Segundo a WWD, fonte não revelada afirmou que a família francesa passa a deter 50,01% do capital social da empresa e 65.94% dos direitos de voto, enquanto até dezembro passado detinha 49,77% do capital.
@bfmbusiness Qui prendra la succession de Bernard Arnault ? Le PDG de LVMH fêtera ses 77 ans en mars et la question de la succession de Bernard Arnault est toujours ouverte. Ses cinq enfants travaillent dans le groupe mais certains actionnaires s'impatientent. Pauline Tattevin #business #economie #sinformersurtiktok #LVMH son original - BFM Business
A notícia surge numa altura de aparentes tensões relativamente ao futuro da LVMH. Em janeiro, as incertezas em torno do futuro sucessor da Arnault tinham inquietado os acionistas, que queriam mais informações sobre a estratégia de sucessão da família. Aos 76 anos, o homem mais rico de França ainda não declarou o que poderia acontecer, em caso de imprevistos, ao seu império de 350 mil milhões de dólares. Segundo alguns, a decisão de manter as suas cartas perto do peito poderá representar uma tentativa da família Arnault de manter os acionistas na linha.
Delphine Arnault, Jonathan Anderson, Jeff Bezos and Lauren Sanchez-Bezos backstage after Anderson’s Dior Couture debut pic.twitter.com/QEpkm9HkdL
— Rachel Tashjian Wise (@theprophetpizza) January 26, 2026
Ao anunciar a aquisição das novas ações, Arnault reiterou a sua total confiança no futuro do grupo, que no ano passado registou uma descida de 5% na receita total. “A procura de produtos de alta qualidade cresce a par do aumento dos padrões de vida em todo o mundo, e acredito que esta tendência vai continuar”, afirmou Arnault. O patriarca da família já tinha começado a consolidar o controlo da LVMH em 2022, altura em que transformou a sua holding, a Financière Agache, numa sociedade anónima dividida entre os seus cinco filhos. São os possíveis herdeiros da liderança da LVMH — apesar dos acionistas terem aprovado no ano passado um aumento para 85 anos como limite de idade para Arnault continuar a ser CEO.













































