
5 Erros de Estilo a Evitar Ao Usar Sandálias Masculinas Assim, não acabamos por parecer um monge medieval ou, pior, um turista de meia-idade
É verão, há uma onda de calor e, a cada grau que sobe, a vida parece mais insuportável. Temos de navegar numa cidade onde o asfalto está a ferver, onde as paredes parecem radiadores e o sol simplesmente não vai afrouxar a aderência. É natural querer usar o mínimo possível e, acima de tudo, odiar sapatos e meias fechados. É por isso que nos últimos anos vimos chinelos e Birkenstocks abraçados mesmo na cidade, mesmo com trajes inteiramente urbanos. Sem contar que a moda também descobriu a sensualidade inesperada que um pé descalço pode irradiar.
Dito isto, mesmo quando opta por usar um sapato aberto — e especialmente com uma sandália — há distinções importantes a fazer. Com chinelos estás quase sempre em terreno seguro (também vemos erros lá, mas menos), enquanto as sandálias não são apenas um território mais complicado, mas francamente traiçoeiras. É por isso que decidimos falar consigo sobre os 5 erros de estilo a evitar com sandálias masculinas.
1. Persuasão franciscana
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É um estilo muito específico que muitas pessoas — muitas vezes com o ar de um intelectual que se recusa a curvar-se a tais frivolidades — ainda usam. É a clássica sandália de duas alças, muitas vezes em couro, mas é antiga. É antigo. E é castanho. É tão velha e castanha que parece a sandália que Jesus usou na Galileia; é tão velha que no momento em que a vemos, pensa imediatamente em São Francisco. Só de olhar para ele traz de volta memórias que são, lamentavelmente, olfativa e visual. E cria uma impressão de pobreza e negligência, especialmente se ficamos alegremente alheios ao usá-lo. Nutra o teu espírito por todos os meios, mas quando se trata de calçado, resista à persuasão evangélica: a religião pode salvar a tua alma, mas não vai salvar o teu guarda-roupa.
2. Estética Ortopédica
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Tens uma certa idade e queres estar confortável, certo? Acha que ninguém vai notar aquelas sandálias que são, afinal, tão normais, certo? Há apenas um problema. Se essas sandálias são tão “normais”, é porque são o tipo de sandálias que costumamos colocar nas crianças — a única categoria social cujas escolhas de roupa (excepto em alguns casos graves) não precisam nem merecem comentários. Mas não são crianças, são adultos. E uma sandália grossa feita de solas ortopédicas grossas, tiras de velcro, palmilhas removíveis e inserções de malha e camurça de qualidade duvidosa fazem com que pareça velho e desleixado. É preciso aceitar que são hediondos e inusáveis. Se quer um sapato confortável, pegue um tênis fechado — não vai superaquecer; mas se quiser uma sandália, lembre-se que o couro é a única opção socialmente aceitável.
3. A laje de plástico
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— LANDO M.Ed (@LandoSoReal) July 25, 2021
Este tipo de sandália é comprado por pessoas de mentalidade prática que, razoavelmente, não querem nem uma sandália com vibrações franciscanas nem uma que, num tamanho diferente, possa ser usada por uma criança de dois anos. Por isso escolhem uma sandália a um preço muito acessível mas com um visual desportivo e moderno. Tipicamente, esta sandália tem uma forma clássica mas é um pedaço sólido de borracha; ande sobre um chão liso e faz o som de um sapato de palhaço; anda sob um sol escaldante e fica um pouco quente demais para ser confortável. E acima de tudo, só porque é mais moderno não o isenta da acusação de desleixo. Muitos jovens caem nesta armadilha, pensando que a sandália de laje de plástico é uma espécie de prima de verão dos ténis. E de certo modo é — mas é o tipo de primo que bebe cerveja e joga máquinas caça-níqueis às nove horas de uma manhã durante a semana.
4. Correias demasiado finas e/ou trançadas
Cada família moderna tem um membro mais “refinado”. Tem mais cultura, mais classe, e talvez seja um pouco pretensioso. Mas ele é chique e faz escolhas chiques — ou assim ele acredita. Como, por exemplo, escolher uma sandália diferente, mais elegante, ao contrário dos estilos grosseiros e prosaicos que o pai ou o avô usaram a vida toda. Por isso, opta por uma sandália com alças finas — talvez trançada, talvez enrolada no dedão do pé ou enrolada no tornozelo. Nobres intenções, mas infelizmente “diferente” não é o mesmo que “elegante”. O pé de um homem nessas delicadas tiras de couro é um sinal seguro de uma personalidade que se imagina mais interessante ou profunda do que realmente é — e acima de tudo, tragicamente incapaz de uma autoavaliação honesta no espelho. A única desculpa possível: se está a usar huaraches mexicanos, que são objetivamente deslumbrantes.
5. O falso Hermès Oran
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Sabia que existe um Hermès Oran nessa forma? Ou viu o clássico influenciador provinciano de férias a usar um Hermès Oran e decidiu que é uma sandália que vale a pena imitar? Não sabemos. Mas sabemos que é uma sandália tão famosa e obscenamente cara que quem a usa não percebe que se tornou um clichê banal. Usá-lo é um jogo de soma zero: se é real e podíamos pagar, somos um estereótipo; se é real e não podíamos pagar, Deus sabe o que fizemos para pôr as mãos num par; e se é falso e não podíamos pagar, estamos simplesmente a anunciar a sua própria tolices. Portanto, faça um favor a si mesmo e escolha outra coisa.













































