Shein recebeu aprovação do Governo do Reino Unido para estrear-se em bolsa Agora só tem de esperar pela aprovação das autoridades chinesas.

Há dias, o gigante chinês da fast fashion Shein recebeu a aprovação da Autoridade de Conduta Financeira do Reino Unido para a sua estreia na Bolsa de Londres. É um passo enorme para a empresa, que iniciou todo o processo em junho passado. Como qualquer movimento empresarial nos últimos meses, os planos da marca devem também ultrapassar os obstáculos impostos pelas tarifas de Trump, o Presidente norte-americano que, desde que tomou posse em janeiro passado, impôs taxas pesadas a todas as exportações. Sobre os produtos chineses, os Estados Unidos impõem atualmente um imposto espantoso de 145%, juntamente com regras mais rígidas sobre as remessas duty-free do país. Shein confirmou ao governo chinês que recebeu a aprovação da FCA e agora só deve esperar que a Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China apoie a sua entrada no mercado de ações. Até às tarifas de Trump, a empresa vivia um período próspero, com vendas em mais de 150 países e uma avaliação que, em 2023, atingiu os 66 mil milhões de dólares. O problema agora é que as tarifas impostas aos embarques para os Estados Unidos (um dos mercados mais importantes da Shein) arriscam eliminar a própria característica que permitiu à marca tornar-se num fenómeno: os preços baixos.

@itsalllpolitics What’s happening: Trump just signed an executive order to shut down a sneaky little trade loophole that let ultra-cheap goods from China skip out on tariffs. This loophole, called the de minimis exemption, allowed packages under $800 to enter the U.S. duty-free — which Shein and Temu have definitely been taking full advantage of. Good news: These super environmentally UNFRIENDLY, questionably-made, underpaid-labor-powered companies are finally getting checked. The U.S. government will now actually collect proper tariff revenue from their endless stream of cheap goods. More money in federal pockets, fewer freebies for massive foreign e-retailers. Bad news: You might not be able to order $5 hauls of questionable crop tops anymore. Oopsie! Prices are gonna go up, and shipping might take longer. Zoom in: Starting May 2, shipments under $800 from China — if not sent through the official postal system — will no longer be exempt from tariffs. And for those that are sent through the postal network? They’ll get slapped with a duty of 30% of the value or $25 per item — doubling to $50 after June 1, 2025. Why it matters: Critics say the loophole crushed American businesses. Forever 21 is literally shutting down stores and partly blames Shein and Temu for it. Meanwhile, free-market folks argue this move will raise prices for U.S. consumers. #tariff #trumptariff #tax #imports #shien #temu original sound - Itsallpolitics

Apesar de a Shein ter mudado a sua sede para Singapura em 2022, agora tem de esperar pela aprovação das autoridades chinesas porque a maioria dos centros de produção com os quais trabalha estão na China. Nenhum deles é propriedade da empresa e existem milhares de fábricas, cerca de 5,800 fabricantes terceirizados, o que obrigou Shein a solicitar a aprovação de Pequim para a cotação. A decisão seguirá assim as regras de Pequim para as empresas chinesas que operam no estrangeiro, explicou fonte externa à Reuters, aplicada com base na “substância sobre a forma”. Com base nisto, autoridades fora do CSRC como a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma ou a autoridade reguladora da cibersegurança poderão influenciar a decisão final da China relativamente à estreia da empresa em bolsa, uma vez que supervisionam as participações estrangeiras nos negócios locais.

@venetialamanna Falling Apart At The Seams… After being rejected by the USA, Shein is ploughing ahead with its proposal to list on the London Stock Exchange. This is why #SayNoToShein is campaigning for the new Labour government to block Shein's planned IPO, pending a thorough investigation into Shein’s labour practices, environmental impact and tax arrangements. It’s time to say no to companies that violate workers rights, exacerbate climate breakdown and avoid taxes. It’s time to Say No to Shein. TAKE ACTION Sign the Say NO to Shein petition (linked on my page) Sources The rise of fashion giant Shein [BBC News] Shein Is the World’s Most Popular Fashion Brand [Time] Market share of the leading fast fashion companies in the US [Statista] Shein: Fashion’s Biggest Polluter in Four Charts [BoF] Shein Revenue and Usage Statistics [Business of apps] Inside The Shein Machine [Channel 4] Inside the Chinese factories fuelling Shein's success [BBC] Shein finds child labour in its supply chain [Guardian] Shein clothes mostly made of polyester [Reuters] Shein denies alleged ‘widespread’ chemicals [Just Style] British Lawmakers Blast Shein at Hearing [Sourcing Journal] Shein is set to list on LSE by mid-year [The Industry Fashion] Meet Shein's typical shopper [Business Insider] Shein is officially the biggest polluter in fast fashion [Yale Climate Connections] This video was externally fact-checked using a methodology seeking third party criticism from diverse sources, cross-checking at least three reputable sources for each claim within the past 4 years for relevance, and was mindful of bias and conflict of interests, reviewing official company statements for omissions and contradictions. NB: Shein’s limited public disclosures and hidden corporate history present significant barriers to transparency. #Shein #SheinCares #SustainableFashion #ClimateAction #Sustainability original sound - Venetia La Manna

O principal problema que poderá dificultar a corrida de Shein à Bolsa de Londres diz respeito a Trump e à sua assinatura da revogação de minimis. A partir de 2 de maio, as pequenas remessas (com um valor total inferior a 800 dólares) provenientes da China e de Hong Kong deixarão de poder entrar nos Estados Unidos com isenção de impostos — um fator que impactou significativamente os preços baixos da Shein na América. Em resposta a esta mudança, Shein mudou-se para encontrar fornecedores fora do país, no Brasil, Turquia, e Vietname, mas o governo chinês, temendo que a medida possa afetar muito a taxa de desemprego, opõe-se à deslocalização. A cotação da empresa em Londres poderá ser adiada ainda mais para o segundo semestre de 2025, disseram várias fontes à Reuters. No ano passado, Shein chegou a tentar abrir capital nos Estados Unidos, um projeto que logo teve de abandonar uma vez que os legisladores do país estavam prontos para investigar alegadas acusações de trabalho e trabalho infantil na cadeia de abastecimento da empresa. Confrontado com todos estes obstáculos, em fevereiro passado o Shein estava pronto para reduzir a sua avaliação para 50 mil milhões de dólares, menos 16 mil milhões de dólares do que a sua avaliação dois anos antes. Para saber o que aguarda o futuro de Shein, teremos de aguardar a decisão da CSRC (e das outras autoridades envolvidas no assunto).

 

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